PMDB LANÇA NOMES EM SALINAS E CAPANEMA

O primeiro encontro peemedebista no final de semana foi sábado (05), em Capanema, onde o pré-candidato do partido, engenheiro agrônomo Chico Neto, ex-prefeito do município e ex-deputado federal, recebeu o prefeito de Ananindeua, Helder Barbalho, e correligionários municipais e da região. “Estamos aqui reunidos em prol de uma Capanema melhor, na qual o povo volte a ter dignidade, podendo desfrutar de seus direitos, a começar pela área rural, que se encontra praticamente isolada devido ao péssimo acesso por estradas que inviabilizam a produção agrícola familiar”, ressaltou o pré-candidato Chico Neto.

O prefeito de Ananindeua, Helder Barbalho, falou sobre o compromisso do PMDB com o povo do Pará, justificando a longa jornada que o partido está fazendo por todo o Estado, desde março deste ano. “Nós estamos percorrendo o Pará de ponta a ponta, dialogando com nossos parceiros de trabalho, para identificar as necessidades de cada região e município. E ficamos muito satisfeitos por estar identificando representantes comprometidos com o povo, como Chico Neto, político com história como representante do povo capanemense”, opinou Helder.

SALINÓPOLIS

O professor Otávio Nascimento, candidato do PMDB a deputado estadual mais votado em Salinas, é o pré-candidato à prefeitura de Salinópolis, nordeste do Pará. O pré-candidato foi lançado durante reunião comandada pelo presidente regional do PMDB, senador Jader Barbalho, com a presença do presidente do Diretório do PMDB/Salinópolis, Mauro Barros, o prefeito de Ananindeua Helder Barbalho, a deputada Simone Morgado, além de vereadores e lideranças do PMDB e também do Partido Humanista da Solidariedade (PHS). “Otávio é professor. Portanto, é ativista da Educação, segmento definitivo para o caminho em direção ao desenvolvimento”, disse o senador Jader Barbalho. (Diário do Pará)

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FÉRIAS

Entre as conquistas mais importantes do trabalhador estão as férias. Não só porque proporcionam merecido descanso depois de 11 meses de trabalho, mas porque estão relacionadas à saúde pública. Como cidadão e como homem público, entristece-me saber que parte desse direito pode ser vendido. As férias não poderiam nem deveriam ser negociadas, porque elas são a oportunidade que as pessoas têm de se restaurar, de oferecer ao seu corpo, à sua mente, um período sem compromisso formal.  Todos deveriam ter esse tempo para relaxar.

Assim como o trabalhador, os estudantes também gostam desse período e muitas famílias aproveitam para coincidir suas férias com as de seus filhos para se afastar do ritmo estressante deste cotidiano moderno, no qual não existem mais quintais na maioria das casas, e crianças e adolescentes vivem praticamente presos à realidade virtual dos jogos e brincadeiras do computador. Isso para quem pode. Famílias mais pobres, durante o ano inteiro, vivem entre quatro reduzidas paredes e enfrentam o problema de ter férias e não ter para onde ir, por falta de dinheiro ou de alternativas que o poder público deveria oferecer. Quando construí a ponte do Outeiro, pensei nisso. Também acabei com o pedágio que era cobrado na ponte de Mosqueiro (fui eu, como governador, quem pagou o empréstimo que o estado fez para a construção da ponte),  porque o pedágio era um empecilho, um obstáculo aos mais pobres. Sempre estive preocupado com isto: oferecer lazer que estivesse ao alcance de todos. Construí a rodovia que leva à praia do Crispim, como alternativa para Marudá. Fiz o mesmo em Bragança e construí a estrada até a praia de Ajuruteua, que não existia. O projeto O Povo vai à Praia, no meu governo, era preparado com antecedência de seis meses, para que houvesse tempo de se conversar com as prefeituras envolvidas, conhecer os problemas e elaborar programações que envolviam profissionais de educação física e da área artística, além de comprometer os órgãos estaduais na perfeita organização das férias de julho para que os municípios selecionados contassem com infraestutura necessária para atender à população que se multiplica na época, porque é terrível escolher o local das férias e depois enfrentar problemas de toda sorte, como falta de água, energia, segurança nas praias, transporte e a falta de abastecimento.

Como vivemos hoje um tempo de consulta popular sobre o destino de todos nós, paraenses – vamos ter que responder a um plebiscito em pouco tempo – eu imagino que seria muito salutar conhecer mais o Pará. O Pará tem que ser conhecido para ser mais amado.  Nós temos paisagens fantásticas como as praias que se formam ao longo do rio Tapajós, as verdes águas do Xingu, os lagos formados pelo Nhamundá, ou as ilhas que desabrocham nesta época no rio Araguaia. Uma paisagem inesquecível que eu trago na memória é a visão de estar às margens do Araguaia, na cidade de Santa Maria das Barreiras, numa manhã de domingo, há muito tempo. Conceição do Araguaia, por exemplo, é mais frequentada e conhecida por turistas de outros estados. A beleza de Marajó, seus campos, suas fazendas, Soure, Ponta de Pedras e Salvaterra; Mosqueiro e Colares; Icoaraci, que está bem perto de Belém, e onde se pode beber água de coco e apreciar a baía de Guajará; Salinas, São Caetano de Odivelas, São João de Pirabas; a praia da Romana, em Curuçá, onde se imagina a construção do Porto de Espardate; o nordeste paraense com fazendas e campos parecidos com os do arquipélago de Marajó… Enfim, são as tantas belezas que o que nos falta é engenho e arte para encarar o desafio da área turística que é preparar, divulgar e estimular os paraenses a conhecer mais a sua terra. Com o esforço da população e o trabalho do poder público, é possível – principalmente para a o povo mais pobre –  ter mais opções e aproveitamento das belezas paraenses que nada devem aos grandes postais de terras estrangeiras.

JADER BARBALHO
*Texto originalmente publicado no jornal Diário do Pará no dia 03 de Julho de 2011.

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VERÃO PARAENSE

Em clima de Copa do Mundo, os paraenses já programam as férias de julho. Minha preocupação maior nesse período é com as condições de transportes nos nossos rios e estradas. O Pará tem inúmeros municípios de belas paisagens, entretanto os organismos públicos responsáveis pela manutenção e ampliação da infraestrutura estadual não tratam a questão com prioridade, e as demandas necessárias não foram realizadas, ou então – como é o caso da estrada de Salinas – agora é que estão sendo feitos os remendos sem licitação, de última hora, o que deixa o nosso povo à mercê dos perigos contidos nas péssimas condições de deslocamentos. Todo cuidado é pouco.

Como homem público, a minha preocupação tem sido sempre com dois itens indispensáveis ao desenvolvimento: energia e infraestrutura. Sem energia, nada sai do papel, e sem infraestrutura, nada sai do lugar. É esse pensamento que me acompanha e com o qual pude planejar e realizar ações de integração do Estado. Então, nos meus dois governos, antes de começarem as férias, fossem as de julho ou as de dezembro, eu reunia a equipe de governo e os prefeitos dos municípios que possuíam um fluxo maior de visitantes para fazer uma lista de prioridades e providências. A Secretaria de Transporte apresentava o seu plano de ação para não deixar que o cidadão sofresse transtornos tanto nas estradas como nos rios. A Polícia Militar reforçava a segurança. A Secretaria de Saúde aumentava seus quadros para atendimento e providenciava o estoque necessário para não faltar medicamentos. Celpa e Corpo de Bombeiros ficavam alerta. A Secretaria de Cultura, com seu programa O Povo Vai à Praia e outras programações de esporte e lazer, garantiam a animação cultural.

Enfim, cada órgão fazia uma lista de providências. Tudo orçado e com dinheiro para o pagamento dos artistas locais ou de outros contratados. Nada ficava pendurado, fiado. Enfim, nada era feito na base do improviso. Construí obras como a pavimentação da Estrada para Alter do Chão, em Santarém (a mais bela praia do Brasil, nunca é demais dizer), as rodovias de integração PA-150 e PA 151; a Estrada de Ajuruteua e Crispim (também considerada como uma das mais belas do país); a rodovia Translago, que liga Santarém a Juruti; a Transmarajoara, a Ponte de Outeiro e tantas outras de igual importância para o acesso de todos às riquezas naturais como, por exemplo, a nossa região litorânea. Pude, também, introduzir a estruturação do transporte hidroviário e construir inúmeros aeroportos e aeródromos, para ampliar o acesso a todos os cantos do Pará. O que falta é a continuação, a atualização e avanços desses planejamentos e ações. Os nossos discursos, assim como as reivindicações do povo, continuam os mesmos, porque a realidade é a mesma de 20 anos atrás. É preciso avançar, estar à frente, principalmente com essa questão da infraestrutura no Pará.

Uma ação que sempre dá certo é a parceria com as prefeituras, porque possibilita que as obras de asfaltamento, interiorização de eventos culturais e os convênios para estimular o desenvolvimento social e econômico dos municípios sejam realizados em perfeita integração com a comunidade. Isso faz muita diferença quando se quer eficiência no planejamento administrativo, porque o povo está lá no município, para sugerir, cobrar, conferir e também para festejar os resultados. Mas, tudo tem que ser feito com a antecedência devida.

Eu – como qualquer paraense – sei que existe muita coisa pra ser melhorada nos municípios que recebem os visitantes em julho, principalmente quanto ao transporte – hidroviário e rodoviário – e estou na torcida para que o Pará ganhe esse jogo. Por enquanto, vamos aproveitar as férias e as belezas naturais do nosso estado. Bom verão para todos e que as próximas férias sejam ainda melhores.

JADER BARBALHO
*Texto originalmente publicado no jornal Diário do Pará no dia 13 de junho de 2010.

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