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Jader garante apoio à Hospital Divina Providência

O senador Jader Barbalho (MDB) conseguiu um importante apoio para o Hospital Divina Providência de Marituba. Fundado em 1992 e localizado em Marituba, o hospital aguardava a liberação de recurso do Ministério da Saúde para instalar dois consultórios de Fonoaudiologia para cumprir a Lei Federal nº 12.303 de 2010, que obriga a realização do chamado teste da orelhinha em recém-nascidos, com a realização de exame de audição. O valor de R$ 175.100,00 para a compra de equipamentos foi solicitado em março deste ano e perderia a vigência no dia 31 de dezembro. Por meio de um ofício encaminhado ao ministro da Saúde, Gilberto Occhi, o senador Jader conseguiu a liberação do recurso.

“O Hospital Divina Providência está sempre aberto para atender a população carente dos municípios da região metropolitana. São benfeitores de uma imensa população que conta com atendimento de qualidade e humanitário. Estar atento a essas demandas que tocam diretamente a vida da população do Pará é obrigação de quem foi eleito para representar nosso Estado”, lembrou o senador.

O Hospital Divina Providência é referência em atendimento nas áreas de Cardiologia, Neurologia, Neurocirurgia, Ortopedia, Pronto Socorro e Medicina Preventiva e é hoje um dos principais hospitais da região metropolitana.

TRANSPORTE ESCOLAR
O senador Jader Barbalho também recebeu em seu gabinete, em Brasília, solicitação para que intercedesse junto ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educaçao (FNDE) em apoio à Prefeitura de Monte Alegre. Durante três meses o município ficou sem receber apoio do FNDE para do Programa Nacional de Apoio ao Transporte do Escolar – PNATE.
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Atendendo ao pedido da deputada estadual Josefina Carmo e do prefeito de Monte Alegre, Jardel Vasconcelos, o senador solicitou ao presidente do FNDE, Silvio de Sousa Pinheiro, que fosse dada prioridade à análise da documentação de prestação de contas encaminhada pelo município, uma vez que, com o bloqueio dos repasses de recursos do referido programa, a Prefeitura encontra-se em dificuldade para manter o funcionamento do transporte escolar dos alunos.

O Programa Nacional de Apoio ao Transporte do Escolar tem fundamental importância para manter a assiduidade dos alunos nas escolas. Oferece transporte escolar aos alunos da educação básica pública, residentes em área rural, por meio de assistência financeira, em caráter suplementar, aos estados e aos municípios.

“Esta foi mais uma etapa vencida. Conseguimos que a documentação fosse analisada com a urgência necessária e que o recurso chegasse prontamente à Prefeitura de Monte Alegre. O programa de transporte escolar tem uma importância estratégica na educação das crianças brasileiras, sobretudo em regiões rurais e em estados como o Pará, cujas dimensões geográficas dificultam o acesso dos alunos à escola. Manter cada criança na escola é sempre um desafio”, lembrou o senador Jader Barbalho.

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JADER VISITA VISEU

Jader visita Viseu.

PMDB lança pré-candidatos em Viseu

Peemedebistas realizaram o primeiro encontro estadual do partido nas prévias da campanha para as eleições municipais deste ano, sábado, 03, em Viseu, no nordeste do Estado, e lançaram as pré -candidaturas dos ex-prefeitos, Astrid Cunha, médica, e do engenheiro agrônomo, Alfredo Amim.

A reunião foi comandada pelo senador Jader Barbalho, presidente regional do PMDB, que chegou a Viseu, acompanhado pelo 2º vice presidente regional do partido, Helder Barbalho, prefeito de Ananindeua, e pela deputada Simone Morgado. Eles foram recebidos com uma grande carreata na cidade.

Helder Barbalho manifestou o entusiasmo em percorrer todo o Estado, até outubro. “Fizemos questão de começar pelo extremo nordeste do Estado, no município que faz fronteira com o Maranhão, porque compreendemos que o Pará tem que ser assistido por inteiro”, ressaltou.

A deputada Simone Morgado destacou a importância de fazer a escolha certa, pelas boas gestões dos pré-candidatos. “É a hora de vocês avaliarem: quem mais proporcionou melhorias para o bem comum dos moradores, quem esteve mais presente compartilhando e solucionando problemas dos mais carentes, quem realmente é comprometido com o povo de Viseu? Afinal, estamos diante de um quadro que nos induz a essa comparação”, disse ela.

O senador Jader Barbalho foi incisivo e se comprometeu com a pavimentação dos 120 km da BR 308, que liga Capanema a Viseu, cujo trecho entre Bragança e Viseu é de piçarra. “Conto com o apoio do Governo do Estado, que dispôs do apoio do PMDB nas eleições; assim como, do Governo Federal, no qual o vice-presidente Michel Temmer é do PMDB. Vou com o ministro dos transportes, vou com a presidenta Dilma. Lutarei com todas as minhas forças para ver essa estrada pavimentada, como vocês merecem. Afinal, sou advogado do povo do Pará”, concluiu Jader.

Pré-candidatos já foram bons prefeitos

A médica Astrid Cunha falou sobre suas administrações e como profissional de saúde. “Independente de estar exercendo cargo público ou não, eu sempre trabalhei em prol do desenvolvimento de Viseu. Acho que, nestas eleições, fazer a comparação é fundamental para se escolher quem é melhor para o povo”, disse a pré-candidata a prefeita de Viseu. Alfredo Amim destacou seu compromisso com a pesca e agricultura, principais fontes de renda do município, que, segundo ele, estão em decadência. “O colono e o pescador de Viseu estão sem qualquer estrutura para trabalhar e isso não pode ocorrer com as atividades que geram a sustentação para a maioria do povo. Precisamos de alguém que viva a realidade de Viseu”, argumentou o pré-candidato a vice. (Diário do Pará)

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SAÚDE É CASO DE POLÍCIA

A Polícia Civil do Distrito Federal está investigando a morte de um menino de 13 anos, filho do presidente da Empresa Brasileira de Turismo – Embratur, a pedido do procurador da República, Nicolao Dino.  A criança tinha 13 anos, sofreu uma crise de asma na escola, foi levada a um dos melhores hospitais de Brasília e veio a óbito em menos de 24 horas. Não se sabe se houve erro médico, negligência ou qualquer um desses fatores tão banais que fazem parte do cotidiano do péssimo serviço de saúde do país.

A propósito, enquanto essa tragédia acontecia, a presidente Dilma dizia em reunião que a prioridade é a eficiência da gestão, principalmente nas áreas da saúde e da educação, e que defende o desaparelhamento do Estado.  A dicotomia entre o discurso e a prática é gritante: o governo anunciou essa semana cortes nos orçamentos da Saúde e da Educação.

Não existem grandes diferenças entre o hospital público e o privado. Todos estão equiparados ao nível do descaso. Os pobres não têm para onde correr. Os prontos-socorros de Belém são locais perigosos até para os que lá trabalham. Nos outros hospitais públicos a coisa não é tão diferente. Acuada, a classe média quer segurança e reserva boa parte de seu salário para pagar um plano de saúde para a família.  Na realidade, os hospitais e os tratamentos de saúde neste País, além de serem caso de polícia, agora são perigosos. O cidadão tem medo de ir ao médico, de procurar um hospital, porque ele teme ser pior o remédio do que a doença, ou ainda, de se deparar com a negligência, a desumanidade que assola o País. A saúde está privatizada, só falta o governo assumir. Quando um setor é público, quando o governo toma conta, o cidadão tem mais opções de reclamar, de cobrar, de não eleger, de gritar por seus direitos. Quando o setor é privado, a coisa muda completamente de figura. O cidadão tem que apelar para a justiça, para os juizados, para os órgãos de defesa do consumidor. A demora é muito maior, e a responsabilidade social muitas vezes nem existe. O cidadão fica à mercê da sorte, ou seja, o brasileiro tem que adoecer na hora certa, procurar o hospital certo e rezar para ser bem atendido. Tudo isso num país que vai sediar a próxima Copa do Mundo de Futebol e que precisa estar com tudo em ordem para receber pessoas do mundo inteiro.

Há duas semanas, também em Brasília, o secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, em processo de infarto, deixou de ser atendido em dois hospitais que não aceitaram seu seguro saúde. Morreu de infarto agudo no terceiro hospital. O funcionário não teve nem atendimento de emergência. Então, não se trata apenas do SUS, do atendimento aos pobres que sempre estão no fim da fila. Trata-se de todos, do pobre, do médio e do rico. Não basta ter dinheiro, nem conhecimento. A praga da negligência, do pouco caso com a vida humana está alastrada até nos melhores hospitais das maiores capitais brasileiras. Por tabela, dá para imaginar, por exemplo, como estão sendo tratados os brasileiros que vivem nos interiores, nos locais de difícil acesso, onde não há dinheiro, nem equipamento, nem conhecimento, muito menos meio rápido de transporte para os grandes centros.

A saúde do Brasil não está bem. A impressão que eu tenho é de que voltamos ao tempo dos curandeiros. Não é possível que estejamos passando por tanta aflição, justamente quando a era do conhecimento, da ciência avança em larga escala no mundo. É lamentável a morte dessa criança de 13 anos que entrou com asma num hospital privado da capital federal e morreu em circunstâncias estranhas. A família diz que teria havido demora no atendimento e na administração dos remédios. O governo precisa fazer um diagnóstico do setor, levantar todos os casos de abandono, de sujeira, da falta de qualificação, dos baixos salários e das condições estressantes dos profissionais. Quem neste país não passou pelas mãos de um agente estressado, aborrecido com o volume de pessoas na emergência, com as horas trabalhadas após o expediente, com a falta de remédios etc? É uma situação caótica, deficiente. O tratamento deve vir rápido, sob pena de a deficiência se tornar uma doença crônica na saúde.

O governo brasileiro precisa sair dessa fase das boas intenções. Precisa mesmo desaparelhar o Estado, livrar a nação da incompetência. Livrar os setores essenciais, como saúde, educação, segurança e infraestrutura, das mãos de despreparados que não têm noção do quanto este país precisa evoluir.

Jader Barbalho
*Texto originalmente publicado no Jornal Diário do Pará no dia 19 de Fevereiro de 2012.

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O PARÁ TEM JEITO

Se o paraense quiser saber melhores notícias sobre o Estado vai ter que pesquisar em jornais antigos. Já faz algum tempo que amargamos os últimos lugares das pesquisas nacionais sobre dignidade humana. Até no quesito favelas já estamos incluídos. E, agora, num estudo sobre “Vulnerabilidade das Famílias”, de 2003 a 2009, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, o Ipea, diz que o Pará teve o segundo pior resultado do País, quando se trata de avançar para reduzir mazelas como o acesso à moradia, à educação e ao conhecimento. Enfim, por aqui há mais restrições e menos oportunidade aos mais pobres.

Às vezes, fico a imaginar se todo esse quadro doloroso é mesmo real. Mas, basta conversar com qualquer cidadão, ou mesmo ao olhar as esquinas e ver os noticiários, para ter certeza de que precisamos nos afastar desta lanterna incômoda. Fatos incomuns, de raro acontecimento em outras épocas, agora são corriqueiros. No interior do Estado, até nas cidades mais pacatas, a violência já chegou de quase todas as formas. Em Belém, onde deveria haver mais condições de trabalho, educação, saúde e segurança, a população está sobressaltada. O trânsito paraense, com certeza, é um dos piores. Os engarrafamentos já atingem a marca das horas. E tudo piora na época das chuvas, quando as enchentes trazem os alagamentos e mais desolação. Pode ser que eu esteja equivocado, mas a sensação que tenho é de que, até pouco menos de duas décadas atrás, Belém era mais limpa, mais ventilada, mais tranquila, e o trânsito bem melhor. O Pará também já esteve melhor.

É difícil acreditar que estamos em um caminho que não leva ao destino que merecemos. O Pará já foi o terceiro maior Estado do País na era da borracha. Já vivemos a era do ouro. Já tivemos grandes carnavais. Aqui estão as maiores reservas minerais do planeta. Ninguém tem mais ouro que nós. Os mais belos e grandes rios passam por aqui. O maior arquipélago fluvial é nosso. As mais belas praias do mundo estão em território paraense, e aqui se condensa toda a diversidade que existe na Amazônia. Também não há povo com tanta hospitalidade quanto o nosso. O paraense é carinhoso, solidário e trabalhador. Então, não dá para aceitar tanta coisa ruim creditada pelas pesquisas. Cada vez que sai uma pesquisa sobre o Brasil lá está o Pará sempre em difícil posição.

A culpa, como sempre, é a má gestão, a incapacidade do poder público. Pode ser. Mas, eu acredito que a responsabilidade de sair desse mar perigoso é de todos. Só assim podemos deixar para trás essa incômoda condição. Devemos melhorar a nossa autoestima. Discutir e cobrar mais dos nossos governantes o respeito aos mais pobres. Sim, porque é uma falta de respeito negar ao cidadão mais pobre o direito que ele tem à educação, à saúde, à segurança e ao emprego decente. Chega de tanta notícia ruim. Para tudo há remédio e já é possível ver alguma luz no fim do túnel. Já existem setores, tanto da sociedade civil quanto do governo do Estado e de muitas prefeituras, preocupados com essa incômoda situação. A Universidade Federal do Pará é um bom exemplo disso, e já começou a promover discussões sobre demandas e prioridades do Estado. Uma louvável iniciativa para ser disseminada. Um bom começo para um Estado carente de profissionais que entendam de políticas públicas.

Jader Barbalho
*Texto originalmente publicado no Jornal Diário do Pará no dia 05 de Fevereiro de 2012.

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