JADER ACIONA CGU E TCU PARA FISCALIZAÇÃO DO BRT

As obras de construção do sistema de transporte rápido de Belém (BRT) estão na mira dos órgãos de controle do Governo Federal. Com mais de R$ 235 milhões repassados do orçamento da União, o BRT não tem data para ser concluído, conforme informou o próprio prefeito Zenaldo Coutinho.
Segundo informações da Caixa Econômica Federal, principal financiadora do projeto, o contrato feito com a Prefeitura Municipal de Belém previa a conclusão do BRT em maio deste ano. “O projeto BRT de Belém é uma enorme caixa preta. Muito dinheiro já foi repassado e a falta de resultados em benefício da população da capital e da Região Metropolitana de Belém é visível”, ressalta o senador Jader Barbalho, autor de um Requerimento de Informação encaminhado à Controladoria Geral da União (CGU), com cópia também ao Tribunal de Contas da União (TCU), já que o projeto conta com recursos federais.
No requerimento, Jader questiona a CGU, que hoje faz parte do Ministério da Transparência, se já há alguma auditagem sendo feita nas contas da Prefeitura referentes ao BRT. “É fundamental que seja feita a verificação da execução financeira e física de acordo com projeto apresentado ao Governo Federal”, acentua o senador. “Considero que é preciso adotar providências enérgicas e urgentes para pôr fim aos desmandos que vêm sendo praticados na implantação do BRT de Belém”, diz.
No início do ano, após ter sido reeleito com um discurso afirmativo com relação ao BRT de Belém, o prefeito Zenaldo Coutinho informou que o projeto não será concluído em sua totalidade até o final de seu mandato, que encerra no ano de 2021. O prefeito atribui “à crise econômica” as razões para o atraso. Segundo ele, não é sequer possível dar uma estimativa de quanto do projeto completo irá avançar em sua gestão. “Se há a informação de que mais da metade do dinheiro do Governo Federal já foi entregue, então não há razão para os adiamentos”, lembra Jader.
Selecionado no PAC Mobilidade Grandes Cidades, o projeto do BRT inclui drenagem, saneamento, ciclovias e paisagismo em toda a extensão da avenida Augusto Montenegro. De acordo com o projeto de referência, o empreendimento implica uma série de intervenções e obras, como os corredores de transporte, com faixas ou vias exclusivas para ônibus, reestruturação das linhas de ônibus, implantação de terminais e estações de integração.
BRT METROPOLITANO TAMBÉM SOB SUSPEITA
Outro projeto que vai ser objeto de fiscalização é o BRT Metropolitano, que teve sua licitação cancelada. De acordo com Jader Barbalho, é preciso apurar as razões que levaram o Governo do Pará a cancelar um processo licitatório que já havia sido feito. “Há um desencontro de informações em um projeto orçado em 530 milhões de reais. Por essa razão vamos acionar os órgãos cabíveis para cobrar transparência também nesse projeto”, informou o senador.
O DIÁRIO havia informado, no início de maio, que o BRT Metropolitano, que terá apenas 10,75 quilômetros de extensão, já é considerado o mais caro do País, com valor por quilômetro de quase R$ 50 milhões. Em fevereiro a coluna RD do DIÁRIO havia antecipado o resultado da licitação, informando, em mensagem cifrada, que a vencedora seria a empresa Paulitec, que executada 10 entre 10 grandes obras dos governos de Simão Jatene (ver box) e Zenaldo Coutinho.
(Luiza Mello/Diário do Pará)

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BRT FARAÔNICO E FICTÍCIO

Não sei até onde pode ir o deboche dessa dupla desastrosa que tomou conta de Belém e do Pará num descontrolado governo encharcado de corrupção e incompetência pública. Fala-se, agora, que vão inaugurar a estação de São Brás desse BRT que só existe na propaganda oficial. É o BRT mais caro do mundo, cada quilômetro custará 50 milhões de reais. Já foi inaugurado e reinaugurado nas várias campanhas eleitorais de eleição e reeleição da dupla tucana que tomou de assalto o nosso território, à custa de cheques-moradia, maquetes eletrônicas e da cegueira quase histérica do Ministério Público e da Justiça. Não há chances para o nosso sofrido povo.
O governador já foi ao Japão, com direito a paradinha técnica em Paris, acompanhado de um grupo de trinta asseclas, para criar um álibi de suas promessas eleitorais de construir o BRT de Belém até Marituba. Abriu e fechou concorrência púbica na qual, sabe-se por antecipação, a empreiteira Paulitec vai vencer de qualquer jeito. A Paulitec é a Odebrecht e a JBS, juntas, do governo do Pará. Já recebeu mais de R$ 1 bilhão dos cofres públicos só nesse desgoverno.
O BRT de Belém, do Entroncamento, de Icoaraci, o Metropolitano até Marituba, e sabe-se lá mais quantos a dupla vai criar, é uma farsa, uma fraude e além de tudo, se não bastasse, é uma obra feia, parece um amontado de folhas de flandres num canteiro abandonado ao sol escaldante do meio-dia. E ainda tiveram o desplante de dizer que a obra não saía por minha causa. Se tivessem um pouco de vergonha na cara, já teriam feito até metrô com o dinheiro enterrado naquele corredor que já forma uma via crucis do transporte público.
O prefeito prometeu entregar a obra no dia do aniversário de 400 anos de Belém, que já fez 401 anos e até agora nada. Há pouco tempo ele foi à tevê dizer que não vai dar para entregar até o final do seu mandato, ou seja, daqui a mais três anos. Enquanto isso, o trânsito continua caótico com a sua principal e única via de entrada e saída de Belém totalmente congestionada pelos velhos ônibus sem ar condicionado disponibilizados a preços altos à população, que segue sem rumo, sem entender o porquê de tanto desamor por uma cidade tão linda, tão maravilhosa, que já chegou a ser chamada de a Paris da América.
Minha pobre Belém! Que tempos estamos vivendo! E o que mais falta ainda até que os que não te têm amor, os egoístas que só neles pensam, sejam desmascarados e tangidos do poder?

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