Jader reage contra atraso nas obras do Pedral do Lourenço

Os empreendimentos estratégicos para abrir, definitivamente, o caminho do Pará para o desenvolvimento, continuam caminhando a passos de tartaruga. Um desses projetos, aguardado com grande ansiedade pelo setor produtivo paraense, é o derrocamento do Pedral do Lourenço, que vai permitir a navegabilidade integral do Rio Tocantins.

Exatos dois anos após a assinatura do contrato e da ordem de serviço para o início dos trabalhos do derrocamento do Pedral com a empresa vencedora da licitação, ainda não há avanço nos estudos e a previsão para o início de fato da obra é em 2020, com conclusão prevista para 2022.

DOCUMENTO

De acordo com resposta encaminhada por solicitação do senador Jader Barbalho (MDB-PA) em Requerimento de Informações nº 467/2017, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), informou que a atual fase ainda é a de elaboração do projeto básico, na verdade, a primeira prevista em projetos de engenharia desta natureza. O derrocamento consiste na retirada das rochas do solo do leito do Rio Tocantins, no Sul do Pará, próximo a Marabá, numa extensão de 43 metros.

“Não estou aqui a questionar o trabalho de engenharia, sobretudo o de elaboração de um projeto tão complexo quanto é o do derrocamento de um leito constituído de rochas, como é aquele trecho do Tocantins”, ressaltou o senador, ao receber a resposta ao seu requerimento apresentado ao Dnit.

“O que me preocupa, no entanto, é o fato de que a contratação integrada prevê a elaboração dos projetos básico e executivo, a elaboração de todas as ações ambientais e a execução das obras em um prazo total de 58 meses [4 anos e 10 meses]. Como já se passaram 24 meses e, como sabemos, a parte mais complexa será a obra em si, temo que mais atrasos possam gerar ainda mais prejuízos para o Estado do Pará”, explica Jader Barbalho, que tem sido protagonista da luta da navegabilidade do Rio Tocantins há pelo menos duas décadas.

Redução dos custos de transportes

O Pedral do Lourenço está localizado entre a ilha do Bogéa e Santa Terezinha do Tauri, em Itupiranga, no sudeste do Pará. Com o derrocamento, a expectativa é de que o tráfego de embarcações e comboios seja continuamente viável em um trecho de 500 quilômetros, que vai de Marabá até o porto de Vila do Conde, em Barcarena. Além disso, a obra possibilitará o funcionamento da eclusa de Tucuruí durante todo o ano, mesmo em períodos de estiagem.

Assim, a medida deve facilitar o escoamento da produção agrícola, pecuária e mineral do Pará, Maranhão, Tocantins, Goiás e Mato Grosso, que tem o Porto de Vila do Conde e a região do baixo Amazonas como destino. Outra vantagem é a redução dos custos de transporte e dos impactos ambientais: um comboio de 150 metros de comprimento trafegando pelo rio tem a mesma capacidade de carga de 172 carretas transportando 35 toneladas de produtos.

A assinatura do contrato ocorreu no dia 16 de junho de 2016. O edital foi lançado em outubro de 2015. A empresa vencedora apresentou orçamento de R$ 520,6 milhões para realização do serviço. Ela será responsável pelos projetos básico e executivo, pelas ações ambientais e pela execução das obras.

As grandes rochas que existem ao longo do Rio Tocantins são um desafio para o escoamento da produção desde a retomada de projetos de navegabilidade da hidrovia Araguaia/Tocantins, em 1980.

Além de interferir no escoamento, a barreira de rochas impede a instalação de novos projetos para a economia da região Sul e para as demais regiões do Estado, como foi o caso da construção da Aços Laminados do Pará (Alpa), um dos mais importantes empreendimentos para o desenvolvimento da região de Carajás, cuja implantação depende das obras de derrocamento.

DEFESA

O senador Jader Barbalho defende que os dois eventos devem acontecer de forma concomitante: o derrocamento do Pedral do Lourenço, com a navegabilidade plena do Rio Tocantins, e a implantação da Alpa. O investimento para a indústria de laminados estava prevista para cerca de US$ 3,3 bilhões na fase inicial de um pacote que poderia chegar a US 20 bilhões. A indústria, localizada no município de Marabá, deveria produzir por ano 2,5 milhões de toneladas de placas de aço e gerar, na fase de operação, 3.500 empregos diretos e outros 14 mil indiretos. “O Pará não pode prescindir de um empreendimento tão importante para o nosso Estado”, defende Jader Barbalho.

Pedral do Lourenço

– No ano de 2010, ainda com o sonho da implantação da Alpa, o governo federal fez a licitação das obras para remover as rochas do leito do Tocantins e assim aumentar a profundidade do rio. Mas até agora está tudo parado.

Como o Rio Tocantins só é navegável seis meses por ano, a situação gera prejuízos, já que o produtor rural precisa utilizar as rodovias para escoar a produção durante a outra metade do ano.

Quando as chuvas estão escassas, as rochas aparecem e impedem que as embarcações se desloquem pelo Rio Tocantins. A extensão do trecho com 43 quilômetros passa por 10 municípios.

O derrocamento do Pedral do Lourenço beneficiará projetos financiados pelo Ministério da Integração, por meio dos Fundos de Desenvolvimento da Amazônia (FDA), do Nordeste (FDNE) e do Centro-Oeste (FDCO), importantes instrumentos de promoção do investimento regional no Brasil. Essas ações são desenvolvidas nas áreas de atuação das Superintendências do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), do Nordeste (Sudene) e do Centro-Oeste (Sudeco).

(Luiza Mello/Diário do Pará)

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A bela orla de Mosqueiro está, lamentavelmente, passando por um momento extremamente grave

A bela orla de Mosqueiro está, lamentavelmente, passando por um momento extremamente grave. A erosão, que avança em ritmo acelerado, está destruindo ruas, casas, mananciais, e gerando grandes prejuízos para a população.

Por isso eu, o ministro Helder e o prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho, estivemos juntos fazendo uma visita técnica às principais áreas atingidas. E estamos aqui para trabalhar!

O Mosqueiro, que é um lugar tão lindo, está perdendo o espaço de sua orla. O Helder garantiu ao prefeito Zenaldo Coutinho, que vai liberar recursos por meio da Defesa Civil, para salvar o Mosqueiro. No dia 31 de janeiro o prefeito Zenaldo encaminhou ofício ao Ministério da Integração Nacional expondo a gravidade da situação e solicitou parceria para execução de reforço estrutural e recuperação da orla do Mosqueiro.

Eu vou torcer e colaborar para que a equipe do Helder, no Ministério, a equipe do Zenaldo, na Prefeitura, toda a classe política paraense, lute de forma unida, independentemente de partido para salvar esse lugar, que é considerado nossa joia, que pertence a todos nós.

#JaderTrabalho
#JaderPeloPará
#Mosqueiro

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Evaldo Cunha, que foi prefeito de Ipixuna do Pará, também esteve no meu gabinete em Brasília nesta quarta

Evaldo Cunha, que foi prefeito de Ipixuna do Pará, também esteve no meu gabinete em Brasília nesta quarta, 15, acompanhado pelo deputado federal Beto Faro, e solicitou a inclusão de uma “patrol” (motoniveladora) para o município, na lista de emendas parlamentares.

Pelo menos 70% da população de Ipixuna vive e trabalha em área rural. Por essa razão, é mais que justa a solicitação para a manutenção da trafegabilidade das vias de acesso do município.

Aproveitei para parabenizar Evaldo Cunha pela eleição de sua esposa, Katiane, que vai comandar o município até 2020.

#JaderTrabalho
#IpixunaDoPará
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Jatene quer privatizar a Cosanpa

Total falta de gestão, abandono, descaso e sucateamento proposital. Essa é, na opinião do Sindicato dos Engenheiros no Estado do Pará (Senge-PA), a estratégia que vem sendo utilizada pelo Governo Simão Jatene para privatizar a Companhia de Saneamento do Pará (Cosanpa). A opinião da entidade sindical é a mesma manifestada pelo senador Jader Barbalho (PMDB-PA) em artigo publicado no DIÁRIO no último dia 23. O Senge, falando em nome dos engenheiros da companhia, através de carta encaminhado ao senador, expressou “total concordância” com seu artigo em defesa da Cosanpa.

O documento, assinado pela presidente da entidade, Eugênia von Paumgartten, cita que o Governo Simão Jatene tem sede pela famosa “privatização à brasileira”, onde o Governo entrega o bem público para a iniciativa privada e esta, pelo favor prestado, ainda ganha financiamento do BNDES.

Em palestra realizada dia 20 de janeiro passado em Santarém, a presidente do Senge apresentou uma retrospectiva sobre o que foi a privatização da Celpa, idealizada pelo hoje governador Simão Jatene. Eugênia lembra que o quadro de engenheiros da Cosanpa já elaborou inúmeros planos de recuperação para a empresa, ignorados pelas diretorias.
A engenheira ressalta ainda que, durante 8 anos, o Governo do Estado não autoriza o reajuste tarifário, viabilizando, segundo ela, “a precarização desta empresa e a implementação de seu plano privacionista”. Eugênia reconhece que o projeto “Belém 2000”, idealizado e implantado no primeiro governo de Jader Barbalho, “até hoje assegura o abastecimento de água da Região Metropolitana de Belém”.
ARTIGO DE JADER BARBALHO DENUNCIOU SUCATEAMENTO

No artigo de Jader Barbalho intitulado “Falta d´água e de vergonha”, o senador revela que desde o primeiro dia do governo de Simão Jatene há descaso, incompetência e falta de investimento no setor de abastecimento, prioritário para a saúde e o bem-estar da população. “Falta água e falta tratamento da água. O que não falta mesmo é a conta salgada todo mês”, disse Barbalho.

O senador lembrou que, nos seus governos, “a água era uma questão de saúde pública, discutida com a população de cada canto deste Estado”, disse, lembrando que implantou ainda centenas de microssistemas de abastecimento de água em vilas, distritos, localidades, em muitos bairros de Belém, Ananindeua e em todo o Pará.

O que está por trás do sucateamento da Cosanpa, avaliou o senador no artigo, é a privatização da empresa. Para ele, o Governo do Estado quer que o sistema de abastecimento de água entre num processo de degradação e colapso “para que amanhã a população aceite a venda da companhia, da mesma maneira como aconteceu com a Celpa”.Ele lembrou que, na venda da ex-estatal de distribuição de eletricidade, houve desaparecimento criminoso de 450 milhões de dólares (valor da venda da empresa) em menos de 15 dias. “Tudo malandragem e roubo do dinheiro público.”
(Luiz Flávio/Diário do Pará)

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