TELECOMUNICAÇÕES NO PARÁ

Nessa semana se encerrou o prazo para desligamento do sinal analógico em Belém e 11 cidades do interior do estado, que serão atendidas pelo sistema digital, com melhor qualidade de sinal, definição e imune a interferências, como chuviscos e fantasmas. Até o final da década de sessenta, a ideia de telecomunicações se resumia em falar ao telefone, assistir a um programa de TV ou ouvir notícias no rádio. Atualmente se pode acessar qualquer tipo de informação por meio da internet, utilizando um computador pessoal ou mesmo um telefone celular. As chamadas telefônicas podem conter sinal de vídeo, permitindo que se visualize a pessoa com quem se está conversando e as transmissões de TV estão migrando para sistemas digitais em alta definição. Estamos na era das novas tecnologias.

O fato me fez lembrar quando assumi o governo do Pará em 1983 e existia uma enorme dificuldade de comunicação, trabalhei com a Companhia de Telefones do Estado e aumentamos os números de linhas e levamos telefonia para vários municípios. Outra coisa que nós levamos e causava um grande impacto era a imagem e o som da televisão. Era uma forma de levar informação, entretenimento e cultura. A primeira que inaugurei foi em Rondon do Pará e me lembro do primeiro Natal como governador, que quase passo fora de casa, por causa da inauguração da televisão em São Sebastião da Boa Vista, chegamos no final da tarde do dia 24, em Belém. E uma parte da caravana passou a noite natalina em Abaetetuba. Fiquei frustrado quando inaugurei a televisão em São Felix do Xingu, uma hora da tarde, um jornal da TV Globo do Rio de Janeiro e nenhuma informação sobre o Pará.

O Governo fazia o investimento, porque o sistema naquela altura, não era por satélite, era o sistema chamado de prato a prato, onde havia um prato com uma antena de televisão, que enxergava um outro prato, um sistema por torres. Nós inaugurávamos subestações da Funtelpa que retransmitia o sinal da televisão. Posteriormente, montei o sistema Funtelpa, que só tinha a rádio AM. Inaugurei a FM e a TV Cultura, que acabou ganhando um prêmio nacional, recebido das mãos de Walter Clark, ex-diretor da Rede Globo de Televisão, decorrente pelo maior tempo de programação local. A nossa TV Cultura dedicava dois terços da programação à produção local para discutir as nossas coisas, a nossa cultura, divulgar os nossos artistas.

No Senado Federal continuo na luta para que as novas tecnologias cheguem em todas as partes do território paraense, com qualidade e facilidade de acesso. Percorremos um grande espaço na interiorização das telecomunicações, mas precisamos acompanhar esses avanços e distribuí-los com eficiência para todos os paraenses.

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