ENTREVISTA DO SENADOR JADER BARBALHO PARA O BACANA NEWS.

O Bacana News se propôs a entrevistar os principais nomes políticos que podem concorrer a cargos majoritários nas próximas eleições – Senado e Governo.
A primeira entrevista foi com o candidato ao Senado Sidney Rosa, já publicada aqui.
Hoje a entrevista é com o senador Jader Barbalho, exclusiva. Outras entrevistas vamos publicar em breve.

1 – O senhor será candidato à reeleição?

JB – Isso não está decidido ainda, claro que tenho vontade, acho que fiz meu trabalho bem feito em prol do estado, mas tenho consciência que dependerá de outros fatores. A candidatura do Helder é nossa prioridade, então estamos conversando com muitos atores políticos nesse momento.
E nem é hora ainda dessa decisão.

2- Temos uns doze candidatos ao Senado. Parece que todos querem ser senador.

JB – Tem candidatos fortes e tem os chamados espoca urna. Vamos ver quem tem fôlego e prestígio com a população paraense.

3 – Como vai a pré candidatura do Helder?

JB – Helder cresceu muito como ministro, fez um bom trabalho nos três ministérios que comandou. Ganhou corpo nacional. Se tornou conhecido e respeitado pelo seu trabalho. E mais, atuou sem olhar partidos, em todos os municípios. Cresceu administrativamente .

4- Além disso o que mais o qualifica para o cargo?

JB – Primeiro à disposição, eu quando governador e ministro andei muito, trabalhei bastante pelo Pará. Helder tá querendo bater meu recorde rsrs, uma disposição enorme, sempre disposto a colaborar seja o município administrado por quem for.

5- Então não ter sido eleito na última eleição foi bom pra ele?

JB- Aí tens de perguntar pra ele, mas veja bem, Deus sabe o que faz, ele não ganhou por muito pouco no primeiro turno, e tinha no currículo apenas os cargos de vereador, deputado e prefeito de Ananindeua. Hoje tem o trabalho de três ministérios na costa, se posicionou na política nacional, aprendeu muito, tem respeito nacionalmente. Está evidentemente em outro patamar. Administrou orçamentos grandes, demandas nacionais. E recebeu muitos elogios. Poxa ele era mais novo que o pai quando foi candidato a governador, queria ser governador mais novo do que fui?! (e ri muito nesse comentário).

6- E esse estado de coisas que o Brasil passa, tantos casos escandalosos?

JB – Tem de apurar, mas o que não pode é apequenar a boa política. Tem de se dar espaço ao contraditório, não se pode condenar por suposições ninguém, o direito à defesa tem de ser respeitado. A política é o caminho das mudanças na democracia, e o povo é, foi e sempre será soberano.

7- E sobre os opositores na eleição estadual que se avizinha ?

JB- Olha, essa eleição terá apenas 45 dias, então nomes pouco conhecidos terão logicamente muito mais dificuldades que os já conhecidos.

8- Como o senhor vê esse estado de violência que vem assustando a sociedade paraense?

JB – Com uma preocupação enorme, a população vive amedrontada, verdadeiramente em pânico. Dia desses uma professora publicou no jornal O Globo que São Paulo, que tem 45 milhões de habitantes, teve menos assassinatos que o Pará, com oito milhões de habitantes . Algo está muito errado aí. Como pode isso?

9- E as ações anunciadas pelo Governo para combater esse crescimento da insegurança ?

JB – A segurança é obrigação dos Governos Estaduais, e isso não tem como o Governo fugir. Mas a gente não vê nada de concreto para diminuir esse estado de pânico que a sociedade paraense vive.

10- Porque o senhor acha que o governo estadual não aceita ajuda federal, como a força nacional?

JB- Isso é uma bobagem não aceitar. Tem de aceitar qualquer tipo de ajuda que possa combater a criminalidade. A situação está tão difícil que a nossa combativa polícia está amedrontada, isso não tem cabimento. Uma tolice sem tamanho não aceitar ajuda federal, ficar querendo dizer que isso é uma ficção, coisa de oposição? Toda a imprensa local e nacional está vendo como a insegurança no Pará chegou a nível insustentável. Aí fica-se procurando desculpas, culpando o fulano e o sicrano. Não pode!

11- Parece que é difícil aceitarem críticas, a impressão é que o governo está politizando isso.

JB – Quem constata a triste realidade que vivemos é a população, o morador que não tem segurança. Gente totalmente desvinculada da política, todos se manifestando. Tolice querer dizer que quem faz alarde é a oposição, coisa de candidatos. Muitos políticos da base do governo estão aí criticando, a imprensa criticando, religiosos, intelectuais, artistas, professores. Ou vamos tapar o sol com a peneira? Então tem de assumir a responsabilidade ué.
A sociedade democrática é feita do contraditório , de críticas, de opniões diversas, então não tem como não aceitar isso.

12 – Mas o governo diz que entre outras coisas, o problema é brasileiro, nacional, de vários estados….

JB- Pera aí, eu não desconheço essa realidade, mas como eu disse, em 2017 tivemos mais homicídios que o maior estado do país, então essa ladainha é altamente contestável.
Mas os paraenses vivem no Pará, então nossa preocupação e a do governo deveria ser aqui, sem desculpas . O consolo de que o Brasil está violento justifica em menos de uma semana 50 homicídios?
Querer dar essa justificativa é um deboche, uma irresponsabilidade, é subestimar a inteligência do paraense.
E o pior, de concreto não vemos nada que realmente possa dar a sociedade tranquilidade, um combate a esse caos injustificável em que o povo do Pará vive, algo sem precedentes em toda a história paraense.

13- Como está a saúde?

JB – Ótima, me sinto um menino cheio de disposição. E ideias.

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