TRAGÉDIA E HABITAÇÃO POPULAR

O incêndio e desabamento do edifício Wilton Paes de Almeida, de 24 andares, no Largo Paissandu, no centro de São Paulo, ocupado por moradores sem teto chocaram a população brasileira e o mundo, já que as imagens correram todos os continentes do planeta. As cenas do homem despencando do alto do edifício, depois de quase salvo pelos bombeiros, a procura de vítimas sob os escombros e o acompanhamento do atendimento aos sobreviventes comoveram a todos nós, no dia 1º de maio, feriado do trabalhador e nos dias seguintes.

O triste episódio evidenciou um dos graves problemas do povo brasileiro, que é a falta de moradias. O IBGE calcula um alto déficit habitacional para abrigar 7 milhões de famílias, mais de 20 milhões de pessoas. Somente no centro de São Paulo são mais de 70 ocupações como a do prédio que pegou fogo e caiu nessa semana. Prédios abandonados e ocupados, mas sem a devida vistoria e fiscalização das condições de habitabilidade e segurança.

Ao governar o Estado do Pará, por duas vezes, enfrentei os conflitos fundiários urbanos e rurais. Com permanente entendimento com as comunidades, pude realizar com minha equipe uma das maiores reformas urbanas do país, com desapropriação e regularização de inúmeras áreas como a Ferro Costa, hoje conhecida como Jaderlândia, em Ananindeua; Vila Esperança, Jardim Sideral, Radional, Paracuri, Paar e tantas outras. Todas receberam investimentos de energia elétrica, água encanada, escolas com área de lazer, delegacia de polícia, ruas arrumadas e assistência técnica da Companhia de Habitação do Pará. No interior foram distribuídos mais de 50 mil títulos de terra a pequenos agricultores. Foram construídas a Cidade Nova V e Cidade Nova VI, conjuntos de casas populares com toda a infraestrutura necessária. Posteriormente, a população cresceu e os governos estaduais seguintes abandonaram a habitação popular.

Os governos Lula e Dilma e com continuidade de Michel Temer aplicaram mais de R$ 270 bilhões no Programa Minha Casa Minha Vida com mais de 2,5 milhões de unidades habitacionais. Em 2018 serão mais 650 mil residências, com investimentos de R$ 72,7 bilhões. O déficit ainda é alto e a agenda de prioridades tem que incluir a habitação junto com saúde, educação, segurança pública, empregos, mobilidade urbana e outras.
As tragédias deixam além de vítimas e destruição, lições, especialmente para os governantes, como prevenir e evitar mortes, já que algumas situações são difíceis de prever, mas outras são possíveis realizar, principalmente buscar soluções para o bem estar da população.

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