O PARÁ SOB O DOMÍNIO DA VIOLÊNCIA

Fiquei estarrecido e preocupado com as notícias publicadas nessa semana sobre a violência no Estado do Pará. Bandidos marcaram com pichações muros nos bairros de Belém e Ananindeua e demarcaram áreas de ocupação, abandonadas pelo Poder Público. Em entrevista para a TV, o Secretário de Segurança Pública, Luiz Fernandes, afirmou que se sente seguro porque sabe o que a polícia faz e muitas pessoas não se sentem seguras porque não sabem o que está à disposição delas na hora que precisarem.
A declaração do titular da SEGUP soou como deboche, contrária aos dados oficiais alarmantes. Nos dois primeiros meses de 2018, o Estado do Pará registrou 750 mortes violentas, 11 policiais militares assassinados e a cada 5 minutos uma pessoa foi roubada. O quadro é calamitoso e o mais assustador é a passividade das autoridades.
Além da falta de iniciativa para enfrentar a grave questão da segurança pública, o Governo do Estado, em pelo menos três convênios firmados a partir de emendas parlamentares indicadas pela bancada federal paraense, não prestou contas do dinheiro destinado e vai ter de devolver à União um montante de 6 milhões de reais. Outros R$11.460.321,94 foram devolvidos aos cofres do Tesouro Nacional porque a equipe de segurança nomeada pelo governador não conseguiu executar os projetos previstos para reduzir o aumento da violência no Pará.

Solicitei, como senador, esses dados ao Ministério da Justiça, que me informou, também, que o Pará está entre os 15 estados que deixaram de usar 187 milhões de reais liberados pelo Governo Federal para construir e reformar presídios. Em março, o presidente Temer anunciou uma linha de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no valor de 4 bilhões de reais para estados e capitais investirem neste ano em aquisição de equipamentos como veículos, câmeras, softwares de monitoramento e computadores, como também reformas e adaptações de unidades como delegacias e centros de monitoramento e controle. Depois de um mês, somente os estados de Pernambuco, Espírito Santo, Santa Catarina e as capitais Porto Alegre e Campo Grande entraram com pedidos, num total de 508 milhões de reais. O Governo do Pará e a Prefeitura de Belém não se mexeram.

A Administração Pública do Pará está numa Ilha da Fantasia. E se não sair dessa letargia, não traçar estratégias de combate ao crime, daqui a pouco nenhum de nós poderá sair de casa.

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