ÁGUA

Nessa semana, em Brasília, foi realizado o 8º Forum Mundial da Água com representantes de países de todos os continentes, no qual foram discutidos os problemas dos recursos hídricos do planeta. Setenta por cento da superfície do planeta são cobertos por água, quase toda salgada e, portanto, imprópria para o consumo humano, e os processos para dessalinização ainda requerem altos investimentos em tecnologia. Apenas 2,5% desse total são potáveis, e a maior parte das reservas (cerca de 80%) está concentrada em geleiras nas calotas polares.
Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), 1,1 bilhão de habitantes não têm acesso à água tratada, e cerca de 1,6 milhão de pessoas morrem, por ano, no mundo, em razão de problemas de saúde decorrentes da falta desse recurso. O Brasil possui 12% das reservas de água doce disponíveis no mundo, sendo que a Bacia Amazônica concentra 70% desse volume. A nossa região é abundante em água doce, mas a distribuição de água tratada para os seus moradores é insatisfatória.

No meu primeiro governo criei, ainda nos anos 1980, o Projeto Belém 2000 que garantia água tratada até o ano 2000, que naquela altura parecia um tempo muito distante. Fiz a construção de moderna estação de captação de água do rio Guamá, estações de tratamento, adutora e cerca de 450 quilômetros de linhas de transmissão. Implantei mais de 90% dos sistemas de abastecimento de água tratada no interior, além de centenas de microssistemas em pequenas comunidades. Trabalhei incansavelmente para o desenvolvimento social e econômico do Pará, mas fui rigoroso com as medidas fiscalizadoras de controle ambiental. De lá pra cá, nada grandioso nesse sentido foi feito, e a população tem sofrido com a falta de água e de processos que garantam a sua boa qualidade. Um exemplo disso é a crise provocada com o desastre ambiental da Hydro Alumina, que contaminou as águas de Barcarena e já prejudica a população. As consequências futuras ainda não sabemos, mas em Belém, aqui e ali, tenho ouvido opiniões de especialistas e também no noticiário, de que o atual sistema da Cosanpa está por um fio e pode entrar em colapso a qualquer momento por falta de investimentos no setor, o que significa que a nossa capital pode ficar totalmente sem água.

Os governos têm de tratar com seriedade a tarefa de zelar pela saúde da população. E não há com ter saúde, nem vida, sem água.

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