CRIANÇAS E CRECHES

O Pará continua sofrendo com a falta de creches. Não bastassem todos os problemas enfrentados pelas famílias, principalmente as mais pobres, ainda restam dificuldades num setor fundamental para o crescimento e socialização dos nossos menores. Depois de emprego, o que mais reclama a sociedade é vaga em creche. É uma solicitação muito comum feita a mim como homem público.

A questão da creche é muito importante e deve estar na ordem de prioridade das realizações das nossas autoridades. Hoje as mulheres trabalham fora e esse rendimento é imprescindível no orçamento familiar. Com as crianças na creche, as mães estão mais despreocupadas e seguras do que quando deixam seus filhos com vizinhos ou parentes.

Quando fui governador enfrentei o problema que era muito grave aqui em Belém, muito pior do que é hoje, mas contei com a ajuda de um paraense comprometido com a população mais pobre e com alto grau de espiritualidade chamado Mário Barbosa que dispensou uma secretária no governo de São Paulo para dirigir, aqui, a Fundação Do Bem-Estar Social, a Fbesp. Mário Barbosa elaborou o programa mães-crecheiras. Deu tão certo que foi implantado em todos os bairros periféricos de Belém. O governo adaptava centros comunitários ou mesmo residências maiores e com boas condições de espaço e reformava com novas instalações sanitárias, cozinha, parquinhos e outras que fossem necessárias e confortáveis para as crianças. A comunidade elegia, dentre as inscritas, a mãe-crecheira para dirigir a creche onde trabalhavam outras mães-crecheiras, merendeiras e serventes.

Educadores e Assistentes Sociais davam treinamento e supervisionavam o local. O governo pagava salário para as mães-crecheiras. Uma ação simples resolvia vários problemas: o primeiro era que, com pouco investimento, dava para instalar até mais de uma num mesmo bairro, dependia da demanda. Também acabava com o “apadrinhamento”, no qual a mãe só conseguia vaga se conhecesse algum figurão. Outro problema era que, com o filho matriculado perto de casa, as mães não precisavam tomar ônibus com um filho no colo e outro na mão. Deixavam os filhos na creche e seguiam para o trabalho.

Até hoje sou agradecido ao Mário Barbosa, tanto que inaugurei uma escola-referência, em convênio com a Universidade Federal Rural da Amazônia, com o nome dele.

Depois dos meus governos, acabaram os programas de creches populares e o sofrimento das famílias, nessa área, são os mesmo de mais de 30 anos atrás. Nós não podemos fechar os olhos e ignorar o problema. Devemos cobrar coerência entre o que diz a propaganda do governo e os fatos do nosso dia a dia.

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