JADER PEDE A LIBERAÇÃO DE RECURSOS PARA A CONSTRUÇÃO DE CENTROS DE ESPORTES

O Governo Federal já investiu mais de R$ 900 milhões na construção de Centros de Iniciação ao Esporte (CIE) em todo o Brasil. Principal legado de infraestrutura esportiva dos Jogos Olímpicos e Jogos Paraolímpicos do Rio 2016 – um investimento que alcança R$ 967 milhões do Orçamento Geral da União –, a construção dos CIEs vai beneficiar as 27 unidades federativas do País. No Pará, estão na expectativa pelo início das obras os municípios de Marabá, Breves, Castanhal e Marituba. Eles se inscreveram para receber os CIEs e as propostas foram aprovadas. Falta ser feita a liberação do recurso pelo Governo Federal.

Para o senador Jader Barbalho (MDB-PA), reforçar o fomento do esporte como instrumento promotor de inclusão social é fundamental para crianças e adolescentes. “O esporte é um excelente caminho para a criança ocupar a mente e desenvolver o corpo. É essencial para o crescimento da criança como um todo”, ressalta o senador, que encaminhou ofício ao presidente da República, Michel Temer, solicitando a liberação do recurso já aprovado para as 4 prefeituras paraenses.

Foram aprovados 25 projetos dos Centros de Iniciação ao Esporte no País. De iniciativa do Ministério do Esporte, os CIEs têm por objetivo ampliar a oferta de infraestrutura de equipamento público esportivo qualificado, com o incentivo a iniciação esportiva em territórios de vulnerabilidade social das grandes cidades. No momento, há 220 contratos ativos, em 210 cidades brasileiras, entre elas os municípios paraenses.

“Uma criança que pratica esporte aprende a trabalhar em equipe e compreende a importância do próximo no convívio social. O esporte tem a capacidade de integrar crianças e jovens das comunidades na sociedade, transformar suas vidas e reduzir os preconceitos e estereótipos”, lembra o senador. No ofício encaminhado ao presidente Temer e também ao ministro do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, Dyogo Oliveira, Jader acentua que a prática esportiva é o maior instrumento de valorização e inclusão entre crianças, jovens e adolescentes. “A prática (esporte) faz com que tenham uma melhor autoestima e se sintam capazes e integrados socialmente”, destaca.

Ele lembra que, quando um jovem se sente fracassado na busca por um emprego ou no aprendizado escolar, “abrem-se portas para os caminhos errados”. “O convívio e a atividade esportiva, juntamente com a educação, evitam que esse jovem tenha sua vida aliciada pelas vias do crime, oferecendo um futuro mais digno e humano”, reforça o senador.

Jader acredita que a prática esportiva tem um papel importante como indutor de cidadania. “Eu acredito no esporte como formador de cidadãos do futuro. Cito como exemplo os jovens de Bragança, que integram a equipe da Associação de Judô do Rio Caeté, que vêm conquistando títulos pelo Brasil afora, dando o exemplo de que o esporte contribui de forma significativa para o desenvolvimento da sociedade, educando crianças, jovens e adultos para a cidadania. É esse o futuro que queremos para os nossos jovens, para a juventude paraense”.

MUNICÍPIOS

Por acreditar nos jovens do Pará, o senador fez um apelo ao presidente Temer e ao ministro Dyogo Oliveira para que liberem recursos na ordem de R$ 15 milhões já aprovados para as 4 cidades paraenses: Marabá (R$3.912.193,04), Breves (R$3.906.793,04), Castanhal (R$3.387.611,10) e Marituba (R$3.912.193,04). “A concretização dessas obras é de fundamental importância para atender, principalmente, os quatro municípios do Estado do Pará, que precisam muito levar o esporte para a população e, em especial, para as crianças carentes, tirando-as das ruas e da marginalização”, enfatizou o senador Jader no documento.

“O esporte não se limita apenas aos benefícios físicos em relação a saúde. Sua potencialidade, pelo contrário, ultrapassa e promove a construção social e o desenvolvimento do cidadão de maneira geral, melhorando seu convívio familiar, escolar e social. Então, vamos lá, comunidade! Vamos inscrever nossas crianças e jovens em projetos de esporte e educação para que tenham um futuro promissor”, concluiu o senador.

BENEFÍCIOS DO ESPORTE

– Dados da Organização das Nações Unidas (ONU) mostram que o esporte é uma ferramenta de educação, saúde, desenvolvimento e paz.

– Além disso, levantamento feito pela Organização Mundial de Saúde (OMS) demonstram que a cada US$1 dólar investido na prática regular de esportes há uma economia de aproximadamente US$3,2 dólares na saúde, pois combate o sedentarismo, diabetes, colesterol, doenças cardiovasculares, entre outras.

– A Secretaria Nacional de Direitos Humanos elaborou um estudo que indica que a prática esportiva entre crianças, jovens e adolescentes representa uma redução nos gastos com medidas socioeducativas da ordem de R$7 mil/mês por pessoa.

– A prática de esportes ajuda, também, no combate às drogas, com ganho social enorme e economia com o tratamento de viciados, o que pode gerar redução de gastos da ordem de R$ 484,52 por dia/pessoa atendida.

OS CENTROS REÚNEM VÁRIAS MODALIDADES ESPORTIVAS

GRANDE INCENTIVO PARA A PRÁTICA ESPORTIVA

Os Centros de Iniciação ao Esporte são equipamentos multiuso voltados para a identificação de talentos e formação de atletas; ampliação da oferta de instalações esportivas públicas com requisitos oficiais; incentivo à prática esportiva em territórios de alta vulnerabilidade social; e estímulo ao desenvolvimento da base do esporte de alto rendimento nacional.

Incluído no PAC 2, o CIE se soma a outro programa do PAC igualmente destinado a ampliar a infraestrutura para a prática de esportes – a construção de 6 mil quadras e construção de coberturas em mais de 4 mil escolas públicas brasileiras. Ainda como conceito de extensão do ambiente escolar, o CIE se conecta a outros programas do Governo Federal, como o Atleta na Escola, o Mais Educação e o Segundo Tempo, todos com atividades de iniciação em modalidades olímpicas
e paraolímpicas.

Além de arenas multiuso, o fundamental dos três modelos de CIEs é que estão padronizados e em acordo com as atuais necessidades, com dimensões oficiais que comportam 13 modalidades olímpicas (atletismo, basquete, boxe, handebol, judô, lutas, tênis de mesa, taekwondo, vôlei, esgrima, ginástica rítmica, badminton e levantamento de peso), seis paraolímpicas (esgrima de cadeira de rodas, judô, halterofilismo, tênis de mesa, vôlei sentado e goalball) e uma não-olímpica (futsal).

MODELOS

– Dos critérios para a escolha das cidades são fundamentais: regiões de alta vulnerabilidade social, complementaridade com o programa Minha Casa Minha Vida, situação fundiária que permita rápido início de obra e grande concentração populacional.

– Os três modelos têm em comum um ginásio poliesportivo que permite várias modalidades coletivas e individuais. No modelo 2 se acrescenta uma quadra externa descoberta e no 3 há miniestrutura para atletismo. Os três também têm em comum arquibancadas de 177 lugares para quadra e 122 no modelo reversível, espaço para academia, vestiários, copa, sala de professores/técnicos, depósito e salas de administração.

– O módulo 3, para terrenos com 7.000 m² e custo estimado de R$ 3,6 milhões, foi o mais escolhido pelas prefeituras, incluindo as paraenses, com 168 unidades no total. O 2, para terrenos de 3.500 m² e custo de R$ 3,1 milhões, teve 74 pedidos aprovados. E o módulo 1, que requer terreno de 2.500 m² e tem custo de R$ 3 milhões, teve 43 propostas aprovadas.

– A distribuição das unidades por região do País ficou: 8% no Centro Oeste (22 unidades), 10% na Norte (28 unidades), 13% no Sul (38 unidades), 29% no Nordeste (82 unidades) e 40% no Sudeste (115 unidades).

– O Ministério do Esporte fornece o projeto-padrão para assegurar agilidade de procedimentos. As prefeituras serão cobradas a apresentar plano de gestão, funcionamento e manutenção do CIE e política de desenvolvimento do esporte na cidade.

– O Governo Federal está orientando as prefeituras a se articularem com as confederações esportivas para desenvolver planos de utilização dos espaços conforme a demanda e a vocação dos municípios e das modalidades.
(Luiza Mello/Diário do Pará)

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