MAIS EMPREGOS COM BELO MONTE

O início das obras da Usina de Belo Monte no município de Altamira abre um leque de perspectivas para a geração de emprego e crescimento da renda da população.  A região oeste do Pará não será mais a mesma em pouco tempo, em decorrência da afluência de pessoas de todos os cantos do Brasil, que virão em busca de trabalho.

Li essa semana, e achei importante, que o governo do Estado, as centrais sindicais e outras entidades estão num esforço em busca de verbas federais para ofertar cursos de qualificação ao trabalhador paraense, que é a mão de obra local, e que há muito tempo espera por uma chance de melhorar de vida, de ter emprego e de ver seu município crescer. Estudos da Federação das Indústrias do Pará apontam um número considerável de novos postos de trabalho, a partir de 2014, quando Belo Monte já for realidade. São 150 mil empregos previstos, e não só os ligados aos setores mineral e energético, mas também os da área de turismo, hotelaria, construção civil, saúde, educação, etc. Além disso, se o governo do Estado estiver atento ao recebimento dos royalties devidos não só na distribuição, mas principalmente na geração de energia, o Pará vai estar, futuramente, em posição mais confortável do que a de hoje.

A ideia do esforço conjunto e da articulação dos vários setores para conseguir a extensão de recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) para a especialização de pessoal local é a primeira grande ação da sociedade para proteger o nosso mercado de trabalho e garantir que as vagas sejam ocupadas com pessoal qualificado. Atualmente o governo federal destina R$ 25 milhões e o Pará quer mais: R$ 100 milhões. Nada mal para começar a busca pelo lugar que o Pará merece no cenário nacional e também pela atenção que o governo federal deve dar a um estado que, historicamente, tem contribuído de forma decisiva para o progresso do país. Na Balança Comercial Brasileira (que é uma mostra do que produzimos e do que vendemos para fora e ainda do que apenas compramos de outros países), o Pará tem um peso muito significativo, principalmente no setor mineral.

A questão da valorização profissional, por meio da qualificação da oferta de cursos direcionados para a demanda existente, é fundamental para a população adulta e pronta para enfrentar o mercado. A escola de ensino médio formal, além de precisar de reformas urgentes, deixa de fora a questão profissional. O Brasil precisa de mais escolas profissionalizantes. Enquanto isso não acontece, o programa federal de apoio ao trabalhador ainda é a grande chance que têm as populações mais pobres – aqueles que não podem fazer uma faculdade. Além disso, a qualificação profissional reduz acidentes de trabalho, evita doenças e diminui o risco de desemprego, o terror de todo trabalhador. O crescimento profissional está ligado ao conhecimento, à atualização e ao aprimoramento diário das técnicas específicas de cada setor. Eu torço muito e espero que o Pará volte a ter visibilidade nacional. Pode vir de Belo Monte a injeção de otimismo e coragem que nós, paraenses, precisamos para fazer a nossa parte em favor do Pará.

A união dos diversos setores em favor do que é nosso e do que podemos realizar é um passo importante para que o Pará encontre a saída de emergência dessa crise de estagnação ou de perda de prestígio nacional. Finalmente o Pará pode vislumbrar nossos horizontes para conquistar um futuro melhor.

JADER BARBALHO
*Texto originalmente publicado no jornal Diário do Pará no dia 10 de Julho de 2011.

Conheça minha página oficial no Facebook: clique aqui!

4 comentários em “MAIS EMPREGOS COM BELO MONTE

  1. Altamira está em “Alta” e na “Mira”, dos trabalhadores de outros estados e município vizinhos. Mas será que com tanto investimento nesta grande construção, já não é hora do governo local começar a se preocupar com as melhorias que precisaram ser sanadas, tipo: mercadorias inflacionadas, rodovia Transamazônica em situação precária, (…) Quem está pensando nas consequências?

  2. Olá Senador.
    Bom Dia!

    Estou me Candidatando a vaga de “Gerente de Contrato”, “Gerente de Recursos Humanos” ou “Gerente Administrativo Financeiro” na obra de Belo Monte. Sou Brasileiro, Paraense, Contador e Escritor, com vivência de 10 anos trabalhando em Consórcio da Construção Civil. Período onde adquiri larga experiencia que me levaram a Escrever o Livro Técnico ” Manual Prático para Consórcio da Construção Civil”, lançado em 2011 na feira do Livro .Cujo propósito é de auxiliar os empresários, funcionários e empreendedores que atuem no ramo da construção civil.

    Dentre as minhas aptidões destaco as seguintes: Perfeccionista, a dedicado, facilidade de interação com o grupo, e responsavel par atuar nas áreas: Como Gerente de Contrato; como Gerente Administrativo Financeiro; ou na área de Relações Humanas; No Setor Comercial, Logística intersetorial e logística dos negócios perante Terceiros.

    Busco minha efetivação recolocação no mercado, para desenvolver trabalho dos objetivos da empresa e gerar bons resultados, propiciando o crescimento da empresarial do grupo.

    Att.

    Kampos
    Tel.:(91) 3277 4344
    Cel.:(91) 9616 1415- Oi
    Cel.:(91) 9270 8497 -Vivo
    E-mail: kampos.brahva@gmail.com
    Belém – Pará – Amazônia-Brasil

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *