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Dias melhores para o Pará
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| 05 de Janeiro de 2010 | |
Reportagem publicada neste jornal, informa que o Pará receberá nos próximos cinco anos, investimentos de R$100 bilhões, além de duas indústrias de aço voltadas para o mercado nacional e a expectativa de criação de 120 mil novos empregos, o que mudaria completamente o cenário econômico. Segundo os técnicos, a implantação das siderúrgicas Alpa (Aços Laminados do Pará) e Aline, ambas em Marabá abrem possibilidades de acelerar a verticalização da cadeia do aço e atração de novos empreendimentos em todos os segmentos da indústria, comércio e dos serviços. Se confirmado esse prognóstico, com certeza teremos dias melhores. Essa possível revolução industrial tem que estar acompanhada de políticas públicas, que envolvam e beneficiem a sociedade paraense. É necessária a inclusão de todos nos debates, planejamento e decisões dessa importante transformação. A nossa mão de obra tem que ser treinada e preparada para os novos dias de desenvolvimento. A educação pública deverá estar atenta às aptidões econômicas do Estado e regionalmente apresentar as melhores opções de formação pedagógica e técnica. Essas novas oportunidades tem que encontrar a população preparada, para preencher as vagas de empregos, que serão oferecidas. Então, investimentos na Educação são imprenscindíveis para que tudo dê certo. Caso contrário, é bem possível que se contrate mão de obra de fora, o que aconteceu – segundo comentários – com um shopping recém inaugurado. Outras questões são as necessidades de energia e modificações na legislação tributária, para que o Estado possa arrecadar mais e proporcionar bons serviços públicos, como por exemplo, mais investimentos em segurança pública (que a população está gritando por melhorias), saúde e transportes, condizentes com a nova realidade de crescimento. Sempre defendi que o Pará, rico na produção de energia, tem que receber ganhos tributários na captação e geração. Temos condições de fazer isso, dentro das normas de equilíbrio ambiental e possibilitar o nosso crescimento social e econômico. O Pará ainda tem alternativas de desenvolvimento não poluentes, como o turismo e o aproveitamento equilibrado dos produtos florestais. Essas atividades necessitam ser responsavelmente estimuladas e implementadas para aumentar o arco de progresso do Pará, que é o berço cultural da Amazônia. Já ouvimos muitas promessas sobre o desenvolvimento industrial e muitas esperanças tem sido perdidas, mas não podemos nos desesperar. Pelo sim, pelo não, é melhor conduzirmos o nosso destino. Os agentes públicos devem ser competentes e ativos na direção social e econômica, que pretendem empreender. É o momento de acelerar o desenvolvimento para que os paraenses possam, equlibradamente, aproveitar as riquezas dessa abençoada terra. JADER BARBALHO |
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