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Jader aplaudido em discurso
contra o colonialismo |
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| 30 de Novembro de 2009 | |
O deputado Jader Barbalho (PMDB), na condição de representante do Congresso Nacional no I Congresso Paraense de Municípios, aberto nesta quarta-feira, no Hangar -Centro de Convenções, mostrou que continua em muito boa forma como orador e como intérprete da realidade amazônica. Num discurso empolgante, ele, além de se congratular com o filho e presidente da Federação das Associações de Municípios do Pará (Famep), Helder Barbalho, pela realização do evento, lançou um brado contra o colonialismo interno e externo da Amazônia. Jader lembrou que era governador quando aconteceu a Eco-92, no Rio de Janeiro, e que, com a ajuda do Museu Emilio Goeldi, preparou um projeto para viabilizar a base de pesquisa científica de Caxiuanã, mantida pela instituição entre os municípios de Melgaço e Portel, no arquipélago do Marajó. Distribuiu cópias do projeto para todos os governos europeus, americanos e para organizações não governamentais, na expectativa de obter financiamento para a empreitada. Nunca recebeu nenhuma resposta. Por isso, o parlamentar, duas vezes governador do Pará, disse aos presentes que tenham muito cuidado com a ingerência de organizações estrangeiras e com os palpites daqueles ecologistas que vivem em Ipanema e na Avenida Paulista (centro financeiro de São Paulo) e querem, sem conhecer a região, emitir parecer e apontar soluções para os problemas locais. Observou que a maioria das ONGs que atuam na região são financiadas pelos EUA, que, contraditoriamente, ainda não assinaram o Protocolo de Kyoto. Citou, ainda, o exemplo da China, que acaba de anunciar a intenção de primeiro resolver seus problemas, ante a cobrança de organismos internacionais por mudanças na política ambiental. Criticou “quem usa colete diferenciado” (numa clara alusão ao ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc), por tentar interferir no destino da região sem o conhecimento adequado. “Temos que nos libertar dessa postura de colonizados e enfrentar os desafios que a região nos impõe. Tenho dito por onde passo que o povo da Amazônia é muito forte. Fomos nós que garantimos a posse dessa região para o Brasil, com a nossa bravura para enfrentar todas as adversidades. O pior colonialismo é o interno. O Pará e a Amazônia precisam assumir as rédeas do seu destino e afugentar aqueles que querem nos ensinar a resolver nossos problemas. Quem sabe o que é melhor para nós somos nós mesmos. Não precisamos de soluções externas. Se querem participar, que tragam investimentos, que venham financiar nossos projetos, porque nós sabemos pensar”. Jader disse que não iria ensinar nada aos prefeitos ali reunidos porque eles são conhecedores da realidade de cada município. Pediu que aproveitassem a oportunidade para fazer formulações para o desenvolvimento da região. Segundo o parlamentar, o Brasil ficou independente de Portugal em 1822, mas a Amazônia continua a ser colonizada e o seu povo assume uma postura de colonizado que deve ser banida. JADER BARBALHO
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